Começa agora a contagem regressiva do últimos 30 dias na Itália. Aconotação de regressiva aqui é totalmente ligada ao fato de que eu não vejo a hora de ver esse dever cumprido. É até chato reclamar, mas no fim das contas, o objetivo de cursar a terceira melhor business school da Europa será realizado com louvor. Tudo bem que estou dando o sangue de tanto estudar. Afinal quem mandou a engenheiras ser metida a querer fazer matéria de Sociologia… vai… como diria minha avó; quem não tem competência não se estabelece!
Enfim… o que valeu mesmo vir pra cá morar em Milão foi ter feito a viagem da semana passada. Eu, a Drics, e a Malu alugamos um carro e fizemos os seguinte percurso:
Milão > Genova > La Spezia > Riomaggiore > Lucca > Pisa > Santa Croce Sull’arno > Florence > Roma e Vaticano > Ancona > San Marino > Bolonha > Ímola > Maranello > Milão
Loucura né… foi um giro de uma costa a outra da Itália. Tenho até vontade de contar as aventuras, foi uma atrás da outra … e quando tudo parecia ter ido pro espaço… lá vinha uma boa piada. E acabava com a tensão.
Enfim… resumindo em alguns poucos tópicos.
Não há um lugar pra se comer na Europa como a Itália… qualquer butequinho que você entre tem seu charme… tudo arrumadinho, toalhinha, e boa comida… até em beira de estrada. Nada de mesa de plástico-cola-braço-da-skol. Phynesse.
Roma é qualquer coisa fora de escala. Não existe nada tão grandioso, com uma bagagem histórica, um ambiente imponente, uma coisa de louco. Você anda pela rua e de repente surge um monumento do tamanho de um prédio de 27 andares… sabe … não dava pra assimilar a belezura e já tinha outro monstruoso monumento na sua frente.
Vaticano é fenomenal, tivemos a sorte de fazer um tour de graça onde o guia que era seminarista contava cada detalhe… mais de duas horas de tour e podiam ser 5 tamanho o número de detalhes da Catedral de São Pedro. É tão fenomenal que nenhuma foto pode descrever e muito menos eu contando historinha posso falar. Não pode deixar de ir antes de morrer…
Rio Maggiore e La Spezia fazem parte de um conjunto de cidades na beira do mar chamadas de Cinque Terre… foi ótimo ver a paisagem. É cheio de turistas no verão. Um charme as casinhas coloridas incrustadas nas montanhas.
Bolonha… passamos pra comer e já tava tudo fechado. De passear de carro achei horrorosa. A Malu disse que volta… se me pagarem quem sabe? Só se for pra comer carne de cavalo, o prato típico da região. Descobri que é comum comer cavalo na suécia também mas ele não usam a palavra cavalo pra não assustar.
Fui pra Imola ver onde o Senna morreu e pra Maranello onde é a fábrica da Ferrari. Fiquei com raiva do povo fanático que deixa carta como e o Ayrton Senna fosse santo… a malu lue uma carta lá… deu vontade de desistir do ser humano.
San Marino é sensacional… ficamos pouco tempo mas só de ver o Castelo na ponta do topo da montanha… me senti privilegiada. Fora isso é invadido de brasileiro. O hostel que ficamos era de brasileiros, cheio de brasileiros… muito legal.
Fiz a melhor refeição da Europa em San Marino… um Gnoche com tinta preta do polvo ao molho de frutos do mar… e de sobremesa uma Panna Cotta com frutas do bosque. Não tinha nem palavras… e o melhor é que não foi caro.
Florence foi um pouco decepcionante porque estava chovendo e sei lá… eu tinha muito expectativa. A frase oficial da viagem foi: “O segredo é não criar expectativa”. Mas é bonita demias. O duomo é mara… e tem o David e uma série de estátuas peladas. Ponto alto é na Piazza Mchelangelo a noite e ver a cidade lá de cima toda iluminada.
Lucca vale seu 30 minutos. Valeu mais pela aventura de ter passado a noite numa fazenda. Nem entro em detalhes tamanha foi a aventura de chegar a noite numa fazendo no meio do nada. Só por deus mesmo.
Pisa… 1 hora e meia tirando fotos tentando segurar a torre.
Melhor foi chegar em Santa Croce na casa da minha amigona Clara e encontrar a roupa de cama mais linda que eu vi na minha vida. Depois de uma noite de cão. E ainda provar o verdadeiro macarrão Carbonara [mara.
Companhias; como sempre, fica até redundante falar que as companhias fazem toda as diferença numa viagem. E como foi bom. Era risada o dia todo, e obedecemos a regra que sempre uma das três deveria pensar… não precisava todo mundo pensar junto… hehehe… mas a regra evitou diversas furadas. Inesquecível!
Enfim… salvou os seis meses aqui na Itália. Outras observações sobre o italiano; nunca vi serem tão nojentos e mexerem tanto com mulher na rua. Nunca vi serem tão mal educados e furarem tudo quanto é fila e não respeitarem ninguém no trânsito. Nunca vi um povo mais prestativo… como gostam de explicar o caminho e de ajudar. Foi ótimo abordar todos em italiano e só falar italiano com eles. Eles se sentiam muito felizes que eu falava e entendia o italiano.
Fotos em breve no Picasa… to com preguiça de colocar hoje.


foram 16 países, 15 línguas diferentes e muita história pra contar