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Willkommen | Ich bin in Berlin

8 Outubro 2009

Em minha primeira postagem no Norteando, preciso agradecer à Debora e ao Douglas (quanta formalidade) pela gentileza de me convidar para ser um colaborador deste espaço que acompanhei desde o começo. Espero enriquecer o blog com textos interessantes que informem e que transmitam a idéia do que é cruzar o Atlântico para ser um cidadão do mundo aberto a novas experiências, novos hábitos e uma nova vida.

É incrível imaginar que há meses atrás eu estava ainda no Brasil acompanhando os passos de vocês, desde a escolha das universidades, o envio dos documentos, a ansiedade e expectativa da espera dos resultados, a alegria em ser aprovado, a viagem, as novidades… as inúmeras novidades, alegrias, percepções, impressões, experiências que enriqueceram e mudaram cada um de vocês para melhor.

E agora estou aqui na Alemanha. Nesse primeiro post quero tentar descrever as primeiras impressões que tive nesta primeira semana em Berlim. A cidade é extremamente viva, muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo como, por exemplo, exposições, festivais, shows, manifestações, festas, eventos esportivos… Aqui ruínas do Império Romano-Germânico disputam espaço com igrejas e castelos da Idade Média, as tristes e eternas lembranças do Terceiro Reich e a posterior divisão do país rodeadas por edíficios fascinantes e contemporâneos.

A impressão que tenho é que com a queda do muro há 20 anos atrás a reunificação física de Berlim realmente ocorreu, porém paira no ar o desejo de uma reunificação em um nível abstrato e subjetivo que talvez não aconteça jamais. Berlim é uma cidade sem  unidade. A sensação ao se andar pela cidade é que inúmeras barreiras ainda existem. A abertura das fronteiras para a União Européia criou uma cidade ainda dividida, porém receptiva a diferentes povos e culturas, por isso Berlim mesmo sem uma unidade possui um aspecto acolhedor muito interessante.

Desde que cheguei estou andando muito à pé pela cidade, pois estou a procura de um quarto em uma WG (Wohngemeinschaft) – como eles chamam as “repúblicas” de estudantes. Ainda não encontrei meu lugar, mas estou com esperanças de que não passará da semana que vem. Dentre os habitos curiosos: sempre ao chegar a casa de alguém deve-se tirar os sapatos e deixar em um pequeno ármario que fica no hall de entrada de todos os apartamentos. Ontem fui a um encontro de amigos e todos dentro do apartamento estavam bebendo cerveja de meias. Todos sempre reclamam da frieza e impessoalidade do povo alemão, mas por enquanto não tive problemas com isso, pelo contrário, todos foram muito gentis comigo.

Amanhã sigo para Dublin para encontrar a Malu, Érica, Poli, Azul e Débora. E estamos apenas começando!

Liebe Grüße!

O retorno…

4 Janeiro 2009

Como um primeiro texto pós-viagem-de-fim-de-ano seria impossível falar cobre tudo que vimos e passamos nos últimos 14 dias, podemos falar alguns números:

- 4 países

-16 cidades (7  Alemanha, 4 Holanda , 4 Bélgica, 1 Dinamarca)

- 4500 kilometros percorridos pelo odômetro do carro (mais o que nossas perninhas e o joelho doentio do Azul fizeram por si só)

- 14 dias

- Mais de 70% das refeições em Kebab’s restaurants e McDonalds

- 2 dos mais importantes feriados do ano em duas das mais importantes cidades do mundo (Natal – Amsterdam / Ano Novo – Berlin)

- Média de mais de uma cerveja por dia de diferentes países e diferentes tipos.

- 2 tombos da Débora (Bruxelas na escadaria em frente a biblioteca de municipal e no McDonalds em Frankfurt)

- 1 banho por dia (no máximo)

- Um bilhão e meio de mercadinhos de natal nas praças européias

- Desperdício: 1 cerveja que o Azul deixou no chão e a menina italiana (que até agora eu achei que era espanhola) pisou e a cidra nojenta que eu comprei na promoção do supermercado de imigrante pra estourar à meia noite sem saber que não podia entrar com garrafa.

- Mais de 1500 fotos incluindo: telhadinhos graciosos, igrejas e monumentos em seus mais distintos ângulos e composições, neve, pontes e canais, edificações típicas, turbinas geradoras de energia eólica, moinhos, placas que não sabemos o significado, paisagens com árvores invernis em primeiro plano, momentos de aprecição de cerveja, por-do-sol, estradas européias, contraste do novo e antigo, idas ao McDonalds, população local em arena de patinação no gelo, papai-noel,  animais selvagens em cidades européias entre outras.

- Temperatura mínima registrada pelo carro – 10,5C

- Velocidade máxima registrada 165 Km/h

- Nível de alegria ultrapassou a escala dos medidores.

Só para dar uma idéia em breve mais detalhes, histórias, curiosidades e fotos.