Pra ser bem sincera meu primeiro plano ao vir pra cá não incluía nem de longe o estudo árduo e a dedicação ao mestrado. Eis que como sempre, acabo me entregando e essa semana mergulhei como louca nos trabalhos do mestrado.
Para minha sorte meu grupo de trabalho é perfeito, todos dedicados, pontuais, e com excelentes idéias. Além de tudo multinacional, um alemão, um mexicano, uma chinesa e a formosura que vos fala. Interessante como o mundo fica de repente pequeno e ao mesmo tempo tão grande. Ao discutirmos algumas idéias vemos como estamos todos alinhados pensando e discutindo num excelente nível. Ao falarmos sobre nossos países notamos o quanto, socialmente, estaremos distantes após o fim desse mestrado.
Fora a semana de guerra com a leitura, as próximas duas semanas que antecedem a semana de provas e apresentação de dois seminários não serão nada fáceis. Bom para quem quer manter a cabeça sempre ocupada pra não deixar, de forma alguma, a saudade entrar.
São quase três da manhã e eu aguardo mais alguns minutos para me fazer presente onde eu mais queria estar agora. Uma de minha melhores amigas está casada nesse momento e eu estou aqui, com meu coração lá. É, em alguns momentos, muito estranho essa sensação de divisão, de vontade de ter tudo ao meu alcance. A vida aqui é maravilhosa, mas ao mesmo tempo algumas renúncias que são inevitáveis.
Ao menos descobri que consigo receber SMS do Brasil no meu celular sueco, que emoção!
Mais uma semana, bem mais fria que as outras. Casacos mais pesados são necessários agora. As árvores já não têm mais folhas e a previsão do tempo sempre mostra nuvens e chuva. Muitos dizem que agora começa a parte difícil, pra mim díficil foi o primeiro mês, porém veremos.
Menos festas, porém não menos alegria. Apesar da cozinha suja e da convivência forçada com certos hábitos internacionais, é insubistituível a experiência de falar sobre mercado de ações com um paquistanês, aprender dizer oi e tchau em chinês, brindar com uma tcheca, dançar com mexicanos, conversar sobre novos negócios na Suécia com um camaronês, tomar café com um cara de Moldova, discutir com uma russa, jogar ping-pong com um alemão, pegar um livro emprestado de um cara de Mali, abraçar um marroquino ao cumprimentar, ter um amigo iraniano, assistir TV series com uma holandesa, dividir o quarto com uma tailandesa, falar sobre a beleza de um francês, flertar com um turco, fazer piada com um italiano, achar ridículo um sueco falando espanhol, beber uma cerveja com um venezuelano, almoçar com um mato grossense…
Mas difícil mesmo é aguentar o fuso horário de 5 horas quando se quer falar com alguém no Brasil!
Tags: casamento, Estudo, Fuso-horário, mestrado
5 Outubro 2008 ás 7:15 pm |
Flertar com um turco? FLERTAR?
Sei sim, Débora.
5 Outubro 2008 ás 10:49 pm |
hahaha
sei sim Débora!
15 Outubro 2008 ás 8:12 pm |
almoçar com um matogrossense? e vc tb fala que ele é indio, hein, débora?